segunda-feira, 16 de julho de 2007

Para quem ainda acredita no amor...

Actualmetente uma série de pessoas optam por se focar ou na sua carreira profissional ou em vários outros projectos para assim tentar justificar a falta de tempo para o amor...
Ora, tal deve-se ao facto de pura e simplesmente o amor nos preocupar mais do que pretendemos, de nos consumir, de querermos ter alguém com quem fazer aqueles programinhas especiais e poder contar e partilhar confidências com os amigos.
O que também acontece e é incontestável, é que muitas pessoas vivem felicissimas porque têm uma cara-metade, um namorada, mas pouco sabem de amor, talvez um pouco de Paixão. O namorado/a serve para assumir um determinado papel e para determinar a nossa agenda e não mais do que isso...
Tudo isto perde sentido quando nos interrogamos, mas o que é o Amor? O que me faz imaginar velhinha ao lado dele/a? O que me faz querer gritar para todos ouvirem e testemunharem: "Eu Amo-te!".
A verdade, é que apesar de todas as citações existente, a meu ver não existe uma que por si só tenha o poder de definir a intensidade, profundidade e megalomania do amor. Porque sim, o amor é totalitário, exige toda a nossa atenção, exige todo o nosso empenho, exige que sejamos felizes... E quem não quer ser feliz? quem não quer ter o poder de desempenhar um papel realmente importante na vida de outra pessoa?
Quem o nega, certamente nunca amou verdadeiramente ou amou e não se sentiu amado.
Todos os que amam, todos os que acreditam no amor, todos os que dizem que não precisam de amor... Namorem, amem e sejam felizes!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

A Ciência do Amor

As mãos começam a suar, o coração bate mais rápido, é difícil até controlar as pernas. O amor mexe com homens e mulheres. Mas, diante da rejeição e da perda, pode provocar depressão, ódio ou levar o apaixonado a cometer um crime. Esse estranho sentimento tem uma explicação neurológica, e cientistas norte-americanos dizem ter descoberto o segredo. Eles mapearam o cérebro de 17 estudantes envolvidos nas primeiras semanas ou meses de uma nova paixão. Por meio de ressonância, conseguiram detectar hiperactividade em algumas regiões do órgão. Enfim, puderam explicar cientificamente o amor.

A antropóloga Helen E. Fisher, co-autora da pesquisa e membro da Rutgers University (New Jersey), comentou que pela primeira vez, foi possível estudar os estágios iniciais do amor romântico - dissociado do desejo sexual. Descobrimos que o amor romântico não se origina no centro das emoções no cérebro, disse. 'Ele surge a partir de áreas associadas à recompensa, à vontade de ganhar um prémio.

Segundo a cientista, essas regiões - conhecidas por área tegmental ventral (VTA, pela sigla em inglês) e núcleo caudato - são activadas pelo uso de drogas, pelo impulso de ganhar dinheiro e pelo simples sabor do chocolate, por exemplo. A VTA e o núcleo caudato situam-se na região central do cérebro e estão mais próximos das áreas relacionadas à fome, sede e ao vício em drogas, e não daquelas responsáveis por registrar excitação e afecto.

Os pesquisadores analisaram mais de 2,5 mil imagens de cérebros dos voluntários. Ao serem submetidos ao equipamento de ressonância magnética, os estudantes puderam apreciar a fotografia de seu novo amor. Os cientistas mapearam o cérebro dos mesmos alunos, quando examinavam fotos de parentes.

Os estudiosos encontraram no cérebro dos recém-apaixonados intensa actividade na área tegmental ventral e no núcleo caudato, ricos em dopamina e em opiáceos. Essas reacções actuam no inconsciente da pessoa e podem ser activadas a qualquer momento, revela Lucy Brown, do Albert Einstein College of Medicine (New York). Aplicámos ainda um questionário aos voluntários, para detectar o índice de paixão.

Segundo Helen E. Fisher, a activação das áreas do cérebro ligadas à recompensa ajuda a explicar por que o amor pode viciar tanto. 'O amor dói. Isso também ajuda a entender porque algumas pessoas se suicidam, matam ou entram em depressão profunda diante de uma rejeição, afirma. A cientista explicou que a motivação produzida pela actividade cerebral é bastante primitiva e chega a ser mais intensa que as emoções. 'O amor é mais forte do que as drogas', admite Fisher.